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Dezembro Laranja: a pele exige mais cuidados no verão

Canal Mudes

Com a chegada do verão (21/12) e o aumento da exposição ao sol, eleva-se também o risco de queimaduras, problemas dermatológicos e câncer de pele. Portanto, nesta época, na qual a radiação solar incide com mais intensidade na Terra, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, dentre eles: aumento da ingestão de água, hidratação da pele e uso de fotoproteção. 

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil (33% dos cânceres). Estima-se que, por ano, são registrados mais de 185 mil novos casos. 

 

Para falar sobre Dezembro Laranja, câncer de pele e dicas de prevenção, entrevistamos a especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Dra. Claudia Maia. 

 

Qual a importância da campanha Dezembro Laranja? 

Dra. Claudia Maia: Trata-se de uma campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desde 1999, iniciativa está que já beneficiou mais de 600 mil pessoas. É uma campanha de esclarecimento da população sobre a doença, alertando-a para os principais sinais e sintomas, bem como as formas de prevenção, além de ter objetivo “resolutivo”, ou seja, a intenção de diagnosticar e tratar o maior número possível de pessoas. 

É uma campanha de abrangência nacional. Para informações sobre as ações realizadas, basta entrar no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Além dos atendimentos presenciais, a SBD ampliará sua presença nas redes sociais e na imprensa, fornecendo conteúdo diversificado e qualificado sobre como se proteger de maneira adequada frente à exposição solar, seja nos momentos de lazer ou no trabalho! 

 

Quais são os tipos de cânceres de pele? 

Dra. Claudia Maia: Existem diversos tipos de cânceres de pele, já que cada tipo de célula no nosso organismo pode gerar um câncer. Entretanto, na pele, os principais e mais comuns são o Carcinoma Basocelular (o mais comum que existe), o Carcinoma Espinocelular e o Melanoma. Este último é o mais grave de todos, devendo ser diagnosticado o mais precocemente possível, devido à sua capacidade de disseminação e ao comprometimento à vida. É importante lembrar que os cânceres de pele correspondem a 1/3 de todos os cânceres existentes.  

 

Quais são os principais fatores de risco? 

Dra. Claudia Maia: Os grupos de maior risco são as pessoas de pele clara, com olhos claros, sardas e muitas pintas, e também os que possuem familiares com histórico de câncer de pele. 

 

Como podemos identificar um “sinal” de alerta para a doença? 

Dra. Claudia Maia: O câncer de pele pode se assemelhar a pintas ou outras lesões benignas. Assim, qualquer lesão nova deve ser avaliada em exame clínico feito por um médico dermatologista, que poderá indicar uma biópsia para confirmar o câncer de pele. 

 

Como devemos agir em casos suspeitos? 

Dra. Claudia Maia: Deve-se, imediatamente, procurar uma consulta com médico dermatologista, para diagnosticar e tratar o mais precocemente possível. 

 

Como devemos proceder/tratar em casos confirmados? 

Dra. Claudia Maia: Os casos confirmados devem ser tratados por cirurgia. No caso do melanoma, é importante que se faça o estadiamento (processo para determinar a localização e a extensão do câncer presente no corpo de uma pessoa) para verificar se será necessário algum tratamento adicional. 

 

Estamos no verão. Quais são as dicas de prevenção? 

Dra. Claudia Maia: Muitas pessoas acham que só tem câncer de pele quem vai à praia. Entretanto, a necessidade de cuidados de prevenção deve ser permanente, seja nos momentos de lazer (praia, parques, entre outros), seja durante a rotina diária: no caminho do trabalho, da escola etc. Isto é importante, pois o efeito do sol é acumulativo, ou seja, há um acúmulo de efeitos ao longo da vida nas áreas cronicamente irradiadas com o Ultravioleta (UV), gerando o câncer de pele. 

Portanto, evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o câncer de pele. Quando falamos em se proteger do sol, não significa apenas “passar o protetor solar”. É importante que façamos a proteção por meios físicos: chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares.  

É também muito importante evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas, e preferir permanecer na sombra. Na praia ou na piscina, usar barracas. O ideal é que se use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão, aplicando uma boa quantidade pela manhã e reaplicando antes de sair para o almoço em todas as áreas descobertas. 

 

Quais são os impactos na saúde mental após o diagnóstico e/ou durante o tratamento do câncer de pele? 

Dra. Claudia Maia: É importante manter a calma. O diagnóstico de um “câncer” sempre pode assustar. Entretanto, grande parte dos cânceres de pele é curável, e a pessoa volta à sua vida normal. Todavia, dependendo da localização, uma cirurgia para retirada do tumor pode ficar inestética, e pode gerar grande incômodo e aborrecimento. 

Uma vez diagnosticada, não se pode “negar” a doença. Deve-se buscar o tratamento o mais rápido possível. Mesmo as formas mais graves de câncer de pele (ex.: melanoma) são curáveis se detectadas no início. O importante é fazer um bom tratamento e posterior acompanhamento, para que a pessoa possa voltar à vida normal o mais rápido possível, com o mínimo de impacto emocional.

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